Opinião: O associativismo aos olhos de engenheiros e gestores industriais

Se formos à procura de uma definição de associativismo no dicionário, facilmente encontramos conceitos alusivos a movimentos partidários da criação de associações que visam defender interesses ou alcançar objetivos comuns. Isto reflete, efetivamente, um dos lados do prisma, mas, a meu ver, o associativismo ultrapassa aquilo que é partidário.

O associativismo é um modo de viver em plenitude aquela que é a nossa passagem na Universidade. É um modo de crescer e fazer crescer. É uma cultura que se vive e se tenta ensinar.

Estar numa associação desenvolve um estudante em várias vertentes, das quais dou principal destaque às cognitivas, políticas, éticas e sociais.

Desenvolve-se o cognitivo a partir do momento em que se aceita que a partilha do conhecimento interpares é a chave para o desenvolvimento pessoal. É senso comum que cada pessoa é distinta e especial. Quando um grupo de pessoas se junta, partilhando entre elas as suas virtudes e as suas fraquezas, ensinando o melhor delas e escutando o melhor do outro, não se pode esperar que o resultado seja nada menos do que algo incrível.

Estar numa associação académica é também um modo de entender a estrutura de uma organização. É um modo de preparar, ainda que debilmente, aquele que será o nosso futuro numa empresa e alertar para aquela que é a importância de defender os direitos e interesses de alguém.

A envolvência associativa é ainda um ponto de partida para a consciencialização da importância da responsabilidade social. Enquanto espelho do nosso curso, em particular, e da universidade, no geral, cabe-nos a nós ser os agentes de mudança que veem nesta etapa académica o momento certo para olhar para além do curso, sem esquecer de olhar diretamente para as pessoas.

De estudantes e para estudantes… De pessoas e para pessoas… Este é o binómio que deverá saltar a vista num meio que se diz associativo.

E o associativismo é isto… É dar o nosso melhor em prol dos outros, é crescer enquanto estudante e enquanto pessoa e é a sensação de fazer valer os anos que passamos na Universidade, na certeza de que, no final dos cinco anos, o sentimento de dever cumprido será o conforto que apaziguará a tristeza do “Até Já” a esta Universidade.

Ana Francisca Costa, aluna do 2º ano do Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial, secretária do Núcleo de Estudantes de Engenharia e Gestão Industrial da Universidade do Minho - NEEGIUM

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