Estudantes da UMinho premiados na China

Weronika Wojtak, Flora Ferreira e Paulo Vicente, ligados aos doutoramentos de Matemática e de Engenharia Eletrónica e Computadores da Universidade do Minho, foram distinguidos na “Competição Internacional de Computação Inspirada no Cérebro”, realizada em Beijing, na China, e que juntou 200 equipas de todo o mundo.

 A equipa portuguesa apresentou um robô que aprende sequências sobre o que fazer e quando, usando-as depois de forma flexível em vários contextos de interação e colaboração humano-robô. Após vencer a sua eliminatória preliminar, o trio da UMinho defrontou na final outras 15 equipas apuradas – vindas dos EUA, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Singapura e China – e obteve um terceiro prémio, recebendo um diploma e cerca de 4000 euros (30.000 yuan).

“Estamos muito contentes com este reconhecimento internacional, que mostra a qualidade da investigação da UMinho, dá visibilidade à ciência nacional e abre caminho a futuros projetos na área da robótica e cognição artificial”, congratula-se Flora Ferreira. O trabalho laureado, “Learning sequences with time constraints”, foca a robótica inspirada nas neurociências cognitivas e foi desenvolvido nas Escolas de Engenharia e de Ciências, numa parceria com o Centro de Matemática e o Centro ALGORITMI e com a orientação dos professores Wolfram Erlhagen e Estela Bicho.

A ideia do projeto foi capacitar robôs para aprenderem sequências complexas com restrições temporais, de modo a melhorar a suavidade e fluência das interações humano-robô. Neste âmbito, as atividades com ordem numérica e temporal, como a construção de objetos, são fulcrais no comportamento adaptativo humano e num ambiente cada vez mais dinâmico. Assim, a equipa de investigação desenvolveu um modelo neuro-computacional, com mecanismos de processamento bioinspirados que suportam a aquisição eficiente e a reprodução flexível das sequências. O modelo foi testado em experiências de robótica no mundo real, como a aprendizagem de uma sequência musical, de representações conjuntas e da construção de objetos. Flora Ferreira explica que o robô testado adquiriu conhecimentos por demonstração e, depois, recordou essas informações, tendo em conta potenciais restrições de velocidade e outras circunstâncias.

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