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Recomendações sobre o uso da IA no ensino e na aprendizagem na UMinho

A Reitoria da Universidade do Minho apresentou no passado dia 22 de maio, um conjunto de recomendações para o uso da inteligência artificial (IA) no ensino, na aprendizagem e na avaliação.

A sessão decorreu pelas 15h30, no campus de Gualtar, em Braga, e incluiu ainda a apresentação de casos de sucesso na integração da IA em contexto educativo e um momento de debate aberto ao público. O momento contou com a presença do Reitor, Pedro Arezes, da Vice-Reitora para a Educação e Organização Académica, Cristina Dias, e do Vice-Reitor para a Modernização Institucional, Nuno Castro.

A Equipa Reitoral definiu, entre as primeiras medidas do seu Programa de Ação, nomear em janeiro um grupo de trabalho com a missão de estabelecer recomendações gerais institucionais para o bom uso da IA (Despacho RT-32/2026). O grupo foi formado pelos Professores Rui Lima, Dalila Durães e Paulo Novais, da Escola de Engenharia; Miguel Portela, da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política; Nuno Osório, da Escola de Medicina; e Sílvia Araújo, da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas.

Este novo guia para a utilização responsável da IA – que será disponibilizado online a toda a Academia – não pretende restringir o uso de recursos tecnológicos nos processos de ensino, aprendizagem e avaliação, mas sim definir regras e boas práticas neste âmbito, com orientações para estudantes, docentes e investigadores nos trabalhos académicos.

As instituições de ensino superior encontram-se a nível nacional e internacional num processo contínuo de incorporação de tecnologias emergentes, em particular da IA. O fenómeno não se limita à substituição de métodos analógicos por soluções digitais. Implica, aliás, uma mudança de paradigma que obriga a repensar modelos pedagógicos, estratégias de avaliação, formas de produção e difusão do conhecimento, bem como os próprios princípios de equidade, acesso e ética que orientam a missão universitária.