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Diana Ferreira transforma redes de pesca e algas no “novo algodão” da indústria têxtil

A investigadora do centro 2C2T da Escola de Engenharia da UMinho lidera cinco projetos do PRR focados na descarbonização e na criação de têxteis inteligentes. De pensos para tratamento de cancro a coleções de moda feitas com redes de pesca recicladas, a inovação minhota está a antecipar as novas exigências europeias de sustentabilidade.

O mar português sempre foi sinónimo de alimento e lazer, mas para a investigadora e docente Diana Ferreira, do Departamento de Engenharia Têxtil da UMinho, o oceano é o laboratório do futuro. No âmbito de várias agendas estratégicas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), como o Pacto da Bioeconomia Azul, a investigadora está a transformar o que antes era considerado lixo marinho em matérias-primas de alto valor acrescentado.

O mar como fonte de matéria-prima sustentável

A ideia de que o mar pode ser o “novo algodão” da indústria não é apenas uma metáfora. O trabalho de Diana Ferreira foca-se no reaproveitamento de redes de pesca abandonadas para o desenvolvimento de novos fios e malhas.

“Estamos muito focados no reaproveitamento das redes de pescas antigas para o desenvolvimento de novos fios para novas malhas e tecidos e assim desenvolver novos sistemas fibrosos para a moda mais sustentável.”

Sobre a investigadora

Diana Ferreira é investigadora no 2C2T (Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil) e docente no Departamento de Engenharia Têxtil da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Química de formação, dedica a sua carreira à interface entre a ciência dos materiais e a engenharia têxtil avançada.

Atualmente, coordena a participação da UMinho em cinco grandes agendas mobilizadoras do PRR:

Pacto da Bioeconomia Azul (Liderado pela TMG);

GIATEX (Gestão Inteligente da Água no Têxtil);

Lusitano e BE@T (Focados em economia circular);

BioShoes for All (Sustentabilidade no setor do calçado).

Natural de Espinho, Diana Ferreira alia as suas raízes ligadas ao mar à investigação de ponta, sendo uma das vozes líderes na transição de Portugal para uma economia têxtil descarbonizada e de alto valor tecnológico.

A entrevista de Diana Ferreira ao UMinho I&D pode ser ouvida na íntegra na RUM.