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Primeiro curso de Engenharia Biológica do país celebra 40 anos

Cerimónia decorreu no dia 17 de outubro, em Braga, e incluiu homenagens, uma palestra de Isabel Rocha e testemunhos de alguns dos 2000 alunos já diplomados, que estão espalhados pelo mundo

A sessão comemorativa dos 40 anos da licenciatura em Engenharia Biológica da Universidade do Minho, pioneira em Portugal, realizou-se no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga. O percurso deste curso inclui cerca de dois mil diplomados e uma forte ligação entre ensino, ciência e sociedade, com impactos em várias geografias.

O momento de abertura contou com o reitor da UMinho, Pedro Arezes, a vice-presidente da Escola de Engenharia, Joana Cunha, a diretora do Departamento de Engenharia Química e Biológica, Joana Azeredo, e a porta-voz da comissão comemorativa, Mariana Henriques.

A sessão prosseguiu com um vídeo evocativo e uma palestra da professora Isabel Rocha, formada pela UMinho e atualmente vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa. Pelas 12h00, diversos antigos alunos partilharam experiências e percursos profissionais, a que se seguiu uma atuação musical, uma foto de grupo e um almoço.

O aniversário tem sido marcado ao longo do ano com iniciativas para o público, como um ciclo de tertúlias com alumni na FNAC Braga, quatro palestras na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, várias caminhadas, uma exposição e testemunhos nas redes sociais. Prevê-se ainda plantar quatro árvores autóctones no campus, uma por década, ter uma “cápsula do tempo” com contributos da comunidade e ultimar o levantamento de atuais e antigos engenheiros biológicos para identificar onde se encontram e aproximá-los.

A licenciatura criada em 1986 deu origem, após vinte anos, ao mestrado integrado em Engenharia Biológica, que em 2021 foi desdobrado na atual licenciatura em Engenharia Química e Biológica, de três anos, e num mestrado de dois anos. A investigação é outra faceta deste percurso. O Centro de Engenharia Biológica (CEB), avaliado com Excelente pela tutela, tem 19 cientistas no grupo dos 2% mais citados do mundo e esteve na origem de 63 patentes e de duas dezenas de empresas, como a Biotempo, Ambisys, SilicoLife, Letra e Solfarcos. O CEB é também copromotor da Infraestrutura Europeia de Investigação de Recursos Microbianos (MIRRI), apoiada pela UE, e prepara-se para ter o segundo laboratório em terapia fágica da Europa.

A Presidência da Escola de Engenharia felicita o Departamento de Engenharia Química e Biológica por este percurso repleto de sucessos.